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Alzheimer: a luta de quem cuida de pessoas diagnosticadas com a doença

Diante dos sintomas graves que a doença apresenta, familiares enfrentam uma montanha-russa emocional ao testemunharem a perda gradual da identidade de seus entes queridos.

A doença de Alzheimer tem como causa a morte de células cerebrais, o que acarreta perda de funções cognitivas de uma pessoa, prejudicando progressivamente sua memória, comportamento, atenção e linguagem. Quanto mais grave for seu estágio, mais desafiadora e fisicamente exaustiva pode ser a missão de cuidar da pessoa que sofre com a doença. Por isso, é necessário também reconhecermos a batalha que cuidadores de pessoas com Alzheimer enfrentam, sejam profissionais ou familiares, para garantir bem-estar e qualidade de vida aos enfermos, mesmo diante das dificuldades ocasionadas pela doença durante sua progressão.   

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que existam cerca de 1,2 milhão de casos da doença no Brasil, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

A patologia pode ser dividida em quatro estágios:

– Estágio 1 (forma inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais;

– Estágio 2 (forma moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia;

– Estágio 3 (forma grave): resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e Deficiência motora progressiva;

– Estágio 4 (terminal): restrição ao leito, mutismo, dor ao engolir e Infecções intercorrentes.

Apesar de não ter cura, existem medicamentos que podem ajudar a retardar sua progressão. Trata-se de uma doença que exige muita paciência por parte dos cuidadores, porque, quanto mais grave for o estágio, mais dependente de cuidados fica o paciente.

Um dos seus sintomas mais comuns é a perda de memória de fatos recentes, que vai se intensificando ao longo do tempo, a ponto de o indivíduo se esquecer de um falecimento de alguém próximo, do endereço de sua residência, dos nomes dos filhos, e outros.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), no estágio inicial, é importante que os cuidadores ajudem o paciente a lidar com o impacto da doença, além de decidirem a revelação ou não do diagnóstico. No estágio moderado, é necessário que os responsáveis garantam a segurança física, emocional e financeira do paciente.

Pessoas com Alzheimer podem apresentar agressividade verbal ou física no decorrer da doença. Vale observar que tais agressividades não são propositais, mas, sim, provenientes de algum desconforto do paciente. Diante disso, cabe investigar e entender sua causa.

Diante dos sintomas graves que a doença apresenta, familiares enfrentam uma montanha-russa emocional, testemunhando a perda gradual da identidade de seus entes queridos. A rotina diária se transforma em uma missão difícil e desgastante: administrando medicamentos, garantindo a segurança e lidando com as variações de emoções da pessoa que está sendo cuidada, muitas vezes as custas de sua própria saúde física e mental.

Os custos associados aos cuidados médicos podem ser elevados, gerando um problema financeiro nas famílias, o que leva à instabilidade financeira do lar, além de conflitos sobre as maneiras de se lidar com a situação e sobre a tomada de decisões, muitas vezes difíceis sobre os cuidados a longo prazo. É uma jornada que requer união e compreensão mútua.

A doença de Alzheimer é uma batalha enfrentada em conjunto. Se você é um cuidador, ou conhece uma pessoa que tem a doença, compartilhe conosco seu relato. Saiba que você não está sozinho.

*Equipe de Saúde/Comunicação Lancers

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